Balsemão versus Isabel dos Santos. Impresa não entra em “tertúlias nas redes sociais”

A empresária angolana Isabel dos Santos acusou esta quinta-feira Francisco Pinto Balsemão de ter uma “inconfessável ganância comercial”. Fonte oficial da Impresa diz que não se deixa “enredar em tertúlias nas redes sociais”

A filha do presidente angolano utilizou as redes sociais para acusar o dono da SIC de praticar preços demasiado altos. A acusação decorre da decisão de Isabel dos Santos, proprietária da operadora de telecomunicações Zap, de deixar de transmitir os canais SIC Internacional e SIC Noticias em Angola.

A empresária recorreu ao Instagram e ao Twitter para expor os preços de transmissão praticados pela estação de Carnaxide, afirmando que Pinto Balsemão tem uma “inconfessável ganância comercial” por exigir um milhão de euros para a transmissão daqueles canais no país africano. A filha do presidente angolano estabelece ainda duas comparações, ao mencionar que o canal BBC custa 33 mil euros por ano e a Al Jazeera 66 mil euros.

Em declarações à Lusa, fonte oficial da SIC referiu que a estação “é totalmente alheia à decisão da retirada destes dois canais”.

Os canais SIC Notícias e SIC Internacional África deixaram de ser transmitidos em Angola desde a meia-noite de segunda-feira, por parte da operadora de televisão por subscrição Multichoice, através da plataforma internacional DStv.

A decisão é semelhante à tomada anteriormente pela Zap, outra das duas operadoras generalistas em Angola, que em 14 de março interrompeu a difusão dos canais SIC Internacional e SIC Notícias nos mercados de Angola e Moçambique, o que aconteceu depois de o canal português ter divulgado reportagens críticas ao regime de Luanda.

Os restantes canais da Impresa, SIC Mulher, SIC Radical, SIC Caras e SIC K, vão continuar a ser transmitidos em Angola.

Em resposta oficial enviada à N-TV, fonte do grupo Imprensa deixou claro que “a SIC preocupa-se essencialmente com a liberdade de informação e com a prestação de serviços de qualidade aos seus clientes”. Por isso, “não vai deixar-se enredar em “tertúlias” nas redes sociais.”

TEXTO: Adriana Pedro