A jornalista da RTP Rita Marrafa de Carvalho garante que “lançar um disco não é uma prioridade”, ainda que cantar seja um dos grandes prazeres da sua vida.

“A minha vida é o jornalismo e é a ele que me dedico de corpo e alma”, afirma a jornalista, que em março último assinalou 20 anos de trabalho na RTP, efeméride celebrada esta semana na festa dos seus 40 anos de vida.

Independentemente de ter o foco da sua vida bem definido, Rita Marrafa de Carvalho dedica o seu tempo ainda a “um grande prazer, que é dar aulas” [na ETIC e na Palavras Ditas] e à música.

Apesar de cantar desde sempre, só nos últimos anos a jornalista passou a partilhar em públicos esses momentos, tal como aconteceu quarta-feira, para uma centena de amigos, acompanhada ao piano por Miguel Teixeira. Começou com a sua versão de “Amar pelos Dois”, música interpretada por Salvador Sobral e que venceu o Eurofestival, passou pelas suas zonas de conforto, MPB e Bossa Nova, e ainda cantou uma música especial, dedicada a André Sousa Bessa, o filho de Judite Sousa, que se encontrava na festa, falecido há três anos.

Apesar da força que a música tem cada vez mais na sua vida, Rita não pensa em algo mais sério. Pelo menos para já. “[Para lançar um disco] era preciso que as pessoas achassem que canto bem”, afirmou em exclusivo à N-TV. “O que não é de todo mentira!”, acrescentou com um sorriso.

Rita não fecha as portas a “profissionalizar” este gosto, mas deixa claro que “não é um objetivo”. Refere ainda que “cantar é, acima de tudo, um prazer e uma alegria imensa” e que, quando canta, está a fazer-se “feliz”, pelo que o disco seria “uma coisa absolutamente secundária”.

TEXTO: Mafalda Carraxis