Judite pediu, Marrafa compôs e cantou. Ouça a canção em memória de André Sousa Bessa

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Chama-se “Corpo” e é uma música composta por Rita Marrafa de Carvalho, a pedido de Judite Sousa, para André Sousa Bessa, o filho da diretora adjunta de Informação da TVI e de Pedro Bessa, falecido há três anos no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

A música, cuja letra pode ler na íntegra no final deste texto, foi cantada pela primeira vez a 12 de outubro de 2015, no lançamento do livro “Segredos”, escrito por Judite Sousa, sobre os bastidores da campanha para as eleições legislativas, decorridas 4 de outubro desse ano.

“Compus este original para o lançamento do novo livro de Judite Sousa… Foi ela, amiga e colega, que me pediu uma música. Doce, serena, nostálgica. Dediquei-me de alma e coração e sangue. Deixo-vos aqui a gravação caseira do que toquei na tarde ontem. Espero que gostem deste meu “Corpo”, escreveu na altura a jornalista da RTP na sua página de Facebook.

A amizade entre Rita Marrafa de Carvalho, 40 anos, e Judite Sousa, 56, tem muitos anos. Ainda recentemente, na festa de aniversário da repórter da RTP, Judite quis usar da palavra para elogiar a amiga.

“Ao longo da minha vida, a Rita esteve lá. Quando estava na RTP, a fazer a ‘Grande Entrevista’, e lhe pedia para fazer uma reportagem para contextualizar o convidado, a Rita estava lá. Há três anos, quando se abateu sobre mim uma tragédia que é do domínio público, a Rita estava lá. Há dois anos, quando lancei o livro sobre as Legislativas, apenas um mês depois das eleições, e lhe pedi para ela compor uma música para o meu filho, a Rita esteve lá. É bom ter uma amiga como a Rita que está sempre lá. Acho que cada um de nós devia ter sempre em algum momento da vida uma amiga como a Rita, que está sempre lá”, disse na ocasião.

Aqui fica a letra composta por Rita Marrafa de Carvalho:

CORPO

Se o teu mundo é parte do meu
Se o teu cheiro se dissolve em mim
Não te esqueças que o mar se perdeu
No dia em que te conheci

O teu nome tatuei no meu peito
Dei-te os traços, o leite… o calor
Fiz de ti pedaço de gente
Dei-te ao mundo em lufadas de amor

Nunca partes quando foste
Nunca deixas quando vais
Nunca sais quando te levas
Para longe dos meus ais…

Não te apartas nunca, nunca
Nunca por cá estás ausente
O teu corpo não o vejo
nos meus lábios estás presente

Os teus dedos pequeninos
Vivem nesta ansiedade…
Continuam agarrados
Ao meu rasto de saudade…

Se te embalo ainda hoje
Se te abraço a toda a hora
Lembra que é o teu nome
Que no meu corpo ainda mora

TEXTO: Nuno Azinheira