Assassinato. Aumenta o número de detidos suspeitos da morte de jornalista

Fotografia: Darrin Zammit Lupi/Reuters

Aumentou para dez o número de detidos em Malta apontados como suspeitos do assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia, disse esta segunda-feira o chefe do executivo maltês através das redes sociais.

Inicialmente o primeiro-ministro Joseph Muscat anunciou a detenção de oito malteses alegadamente envolvidos no assassinato da jornalista, mas pouco depois acrescentava através da rede social Twitter que outras duas pessoas tinham sido presas durante a operação que decorreu na manhã desta segunda-feira.

A jornalista Daphne Caruana Galizia, 53 anos, que denunciou vários casos de corrupção que envolvem políticos de Malta foi vítima da explosão de uma bomba colocada no carro que se preparava para conduzir, no passado dia 17 de outubro.

Os suspeitos vão ser interrogados durante as próximas 48 horas pelos investigadores que vão depois decidir se apresentam queixas.

A operação que levou à captura dos suspeitos envolveu elementos da polícia, militares e elementos dos serviços de informação de Malta que, segundo o chefe do executivo, contaram com a colaboração da polícia federal norte-americana (FBI), Europol e da polícia finlandesa.

“Insisto no compromisso do Estado e no meu compromisso pessoal para que os eventuais organizadores e autores deste crime venham a ser julgados”, acrescentou o primeiro-ministro de Malta.

Após o atentado com o carro armadilhado, os filhos da jornalista pediram a demissão de Muscat acusando-o de estar rodeado de “escroques” e de ter criado uma cultura de impunidade que transformou Malta numa “ilha mafiosa”.

A família de Daphne Caruana voltou a repetir as acusações na semana passada, sublinhando a falta de empenho do primeiro-ministro e do ministro da Justiça na investigação do homicídio.

Em Malta, o país mais pequeno da União Europeia (430 mil habitantes), repetem-se manifestações de protesto contra os responsáveis judiciais e policiais, alguns dos quais tinham sido referidos nas notícias da jornalista assassinada em outubro.

No Parlamento Europeu, em Estrasburgo, o nome Daphne Caruana Galizia foi atribuído à sala onde se organizam as principais conferências de imprensa.

TEXTO: Lusa