Cristiano Ronaldo recorda morte do filho e diz-se “traído” pelo Manchester United

Fotografia. Instagram de Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo surpreendeu ao conceder uma entrevista a Piers Morgan na qual arrasou o Manchester United e recordou a morte do filho.

O “capitão” da Seleção Nacional referiu que a morte de um dos seus filhos gémeos, o ano passado, foi um dos momentos mais duros da sua vida pessoal e profissional. O jogador recordou o dia em que os adeptos do Liverpool, rival do United, se levantaram e o aplaudiam no minuto sete do jogo. “Nunca esperei ver isso”, disse.

“Foi o período mais difícil da minha carreira, tanto pessoal como profissionalmente”, referiu ainda. O craque português acrescentou que ele e Georgina Rodríguez receberam uma mensagem de condolências da Família Real inglesa e do Manchester United apenas sentiu “falta de empatia”.

Cristiano Ronaldo afirmou que essa “falta de empatia” se manifestou mais tarde quando a filha, Bella Esmeralda, esteve doente e precisou de ser hospitalizada aos três meses. O jogador recordou que faltou aos treinos da pré-época para acompanhar a bebé, mas o clube não acreditou que fosse esse o motivo da sua ausência, algo que o fez sentir-se “mal” e “muito magoado”.

Já no que ao futebol diz respeito, o futebolista garantiu que não tem respeito por Erik Ten Hag, treinador do Manchester United. “Não tenho respeito por ele porque ele não me respeita. E se ele não tem respeito por mim, eu nunca irei ter respeito por ele”, disse.

Mas Cristiano Ronaldo foi mais longe: “Estão a tentar mandar-me embora. Não só o treinador, mas também dois ou três diretores. Não sei se estão a querer ver-se livres de mim, mas sinto-me traído e sinto que não me querem aqui desde o ano passado”.

O jogador afirmou ainda que o clube “parou no tempo”. “Isso tudo apanhou-me de surpresa, porque esperava ver coisas diferentes, sobretudo em termos de infraestruturas, em termos tecnológicos. Mas, infelizmente, continuo a ver coisas que eu já via quando tinha 23, 24 anos”, atirou.