Dalila Carmo apresenta ideias para guiões de séries

Fotografia: Instagram Dalila Carmo

Uma das caras mais conhecidas dos portugueses na ficção decidiu passar para os bastidores. Dalila Carmo já apresentou um argumento para uma série.

Depois de muitos anos a protagonizar novelas e séries, Dalila Carmo, 49 anos, decidiu ir para detrás das câmaras e começou a desenvolver ideias para argumentos de séries. Um deles já foi apresentado. “Enquanto estou à espera que a TVI me apresente novos projetos, propus um ao canal, no qual já estamos a trabalhar”, conta a intérprete à N-TV.

A artista não é a “autora”, mas teve a “ideia”, já que quem escreve “são os argumentistas”. “Gostava muito de ter a ferramenta da escrita, mas ainda não a tenho. É uma ideia para uma série original sobre a atualidade, coisas do momento que acho que são pertinentes serem faladas”. Com esta iniciativa, pretende “ter uma participação mais ativa nos projetos, não só como atriz”: “Isto é uma coisa que eu própria estou a experimentar fazer, porque às vezes temos uma ideia, mas depois a forma como se desenvolve pode não corresponder às expetativas”.

A intérprete garante que não tem pressa, porque “é muito difícil ter um bom argumento” e “a pressa é inimiga da criatividade”.

Dalila Carmo destaca, em seguida, aquilo que entende serem as “responsabilidades dos atores”. “Temos obrigação de termos um pensamento criativo sobre a realidade que estamos a viver e é uma forma de nos reinventarmos e não sermos marionetas numa indústria que sabemos que é difícil”, defende. “Se puder contar estas histórias faço propostas de colaboração com pessoas de quem gosto muito”.

A atriz afirma que o “momento da nossa realidade social e política é tão forte”, que entende que “esses temas não deviam ficar de fora”. “Há uma componente não só de entretenimento, mas que a ficção deve preservar e investir”.

Saúde e Moniz

Longe das novelas nos últimos tempos, Dalila Carmo admite que a saúde a tem feito ser mais seletiva na escolha de projetos. “Acho que acima de tudo o nosso corpo, a nossa cabeça, vão acabando por ditar de certa forma quais são os nossos limites”. E acrescenta: “Tem a ver com o que gosto mais e menos de fazer, mas os critérios de seleção estão ligados a um desgaste físico e emocional que é normal. São muitos anos a trabalhar e é imperativo cuidar de nós, porque há muita coisa que se estraga quando nós trabalhamos a uma certa velocidade. É algo que segue por acumulação, por isso tenho de pensar caso a caso”.

Mas e se for desafiada pelo diretor-geral da TVI José Eduardo Moniz? “Ele tem muito jeito para convencer as pessoas e os atores devem muito ao José Eduardo”, conclui.