Diogo Infante tem novo projeto. Ator compromete-se a “projetar e pensar o futuro”

O diretor do Teatro da Trindade INATEL, Diogo Infante, comprometeu-se esta quinta-feira a “projetar e pensar o futuro” do palco de Lisboa, que assinala neste dia 150 anos, data que coincide com a entrada em funções do novo responsável artístico.

Numa mensagem de vídeo, Diogo Infante lembra a criação, pelo empresário teatral Francisco Palha, de um teatro “cuja história percorre as ruas de Lisboa, a memória coletiva” e por onde passaram “muitos artistas, muitos técnicos, muito público”.

“Precisamente no dia de hoje [quinta-feira, dia 30], assumo funções como diretor artístico e queria deixar aqui o meu compromisso de que tudo farei para honrar essa memória, para projetar e pensar o futuro, tendo em conta o contributo de todos, os que aqui trabalham diariamente, os artistas, cujo talento é fundamental para pisar estas tábuas e, claro, nunca esquecendo o público, para quem tudo isto faz sentido”, afirmou Diogo Infante.

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Ao serviço do INATEL desde 1967, quando a fundação ainda se designava Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, o Teatro da Trindade “inicia um novo ciclo, dirigido artisticamente por Diogo Infante, um dos maiores nomes do teatro português contemporâneo, significando esta escolha a aposta da Fundação Inatel e da sua Tutela, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em reafirmar o papel deste teatro na cultura e sociedade portuguesas, e tornando-o incontornável no teatro e nas artes na Cidade de Lisboa”, pode ler-se na mensagem do presidente da fundação, Francisco Madelino.

“Diogo Infante, pelo seu passado, pelas suas competências, pela sua importância no panorama artístico nacional, e pela sua criatividade, significa esta aposta da Fundação em regenerar e consolidar o papel que o Teatro da Trindade assumiu ao longo destes 150 anos, e projetar no futuro um projeto teatral que seja central na cultura nacional”, acrescentou o dirigente da instituição.

O Teatro da Trindade INATEL recebe esta quinta-feira a peça “Todo o Mundo é um Palco”, encenada por Beatriz Batarda e Marco Martins, e a apresentação de dois livros, segundo Francisco Madelino: “um sobre Ribeirinho [Francisco Ribeiro], um dos atores que passaram e marcaram o Trindade, e outro sobre estes 150 anos (de Ana Sofia Patrão, Paula Magalhães, Filipe Figueiredo), assim como a inauguração duma exposição de homenagem ao público que por ele tem passado”.

TEXTO: Lusa