Elenco de “Ministério do Tempo” denuncia ordenados em atraso

António Capelo, Luís Vicente, João Craveiro, Andreia Dinis, Mariana Monteiro, João Vicente, Samanta Castilho, Carla Andrino e Ângelo Rodrigues expõem em comunicado a falta de pagamento dos ordenados da equipa que interpreta “Ministério do Tempo”.

Atores e equipa técnica da série da RTP1 estão com os seus ordenados em atraso desde maio e as gravações de “Ministério do Tempo” consequentemente paradas desde então. A denúncia foi feita nas páginas de Facebook dos artistas através de um comunicado que denuncia que “a situação não está sequer em vias de resolução”.

“Depois de uma primeira temporada com alguns percalços, oriundos de problemas vários – a cargo da Iniziomédia -, a RTP decidiu entregar a produção a uma nova empresa – a JustUp/Maurício Valente Ribeiro e Luís Valente. (…) Apesar da aparente normalidade, o que sucede no final do mês deixa-nos a todos atónitos: os ordenados não são pagos! Toda a equipa decide parar até o problema estar resolvido”, começa por explicar a nota. “Garantem-nos que no prazo de dois/três dias tudo se normalizará; mas só no final de três semanas são finalmente pagos os ordenados e são dadas garantias verbais de que o problema está totalmente resolvido”, acrescenta.

“As garantias” que foram dadas aos artistas levaram-nos a regressar às gravações.

“Mas e mais uma vez, os ordenados não são pagos no final do mês [maio]. Voltámos a parar e, ao fim de um mês, a situação não está sequer em vias de resolução”.

O comunicado deixa um “forte alerta a todos os companheiros de profissão sobre o risco” de se “aceitar convites para trabalhar com algumas produtoras que, infelizmente não merecem a dedicação dos profissionais que tudo fazem a bem do seu trabalho” e deixar ainda “um apelo à direção da RTP para que” não deixe atores e técnicos “à mercê daqueles que, a coberto de uma maior oferta no mercado audiovisual, se apresentam a concurso sem as condições mínimas para exercerem dignamente esta atividade”. “Só assim criaremos garantias de um resultado que exprima as nossas capacidades técnicas e artísticas e contribua para uma efetiva valorização da ficção nacional”.

TEXTO: Ana Filipe Silveira