Fórmula 1. Kimi Räikkönen apresenta queixa por extorsão contra mulher que o acusou de assédio

Kimi Räikkönen, piloto da Ferrari na Fórmula 1, apresentou queixa contra uma mulher canadiana que o acusa de a ter assediado sexualmente e lhe pede uma indemnização milionária.

O caso remonta a 2016, no Canadá, durante a prova do circuito mundial de Fórmula 1 naquele país. O piloto finlandês, de 38 anos, terá ido a uma festa num bar, em Montreal, onde trabalhava na altura a mulher que o acusa de assédio por, alegadamente, este lhe ter tocado num dos peitos.

A pessoa, cujo nome não foi revelado, terá utilizado um blogue para escrever sobre o assunto, embora sem nunca mencionar o nome de Kimi, e utilizado as redes sociais para pedir uma indemnização milionária ao profissional da Ferrari em troca do seu silêncio.

Cansado das ameaças, Kimi começou por contratar uma equipa de detetives para investigar o caso mas decidiu avançar, esta semana, com uma queixa na polícia, por extorsão, segundo a imprensa canadiana.

“O nosso cliente nega tudo e considera ilegal o que esta mulher fez”, explicou o advogado do piloto, enquanto a defesa da mulher tem uma opinião contrária: “Alegações desta natureza surpreendem e incomoda que seja esta a resposta. O que estava à procura era de uma oportunidade de nos sentarmos e chegarmos a um acordo sobre o que aconteceu com a minha cliente”.

Kimi Räikkönen iniciou a carreira na Fórmula 1 como piloto de reserva em 2000 e, em 2003, foi vice-campeão mundial, depois de terminar a época com 91 pontos, apenas um atrás do heptacampeão mundial Michael Schumacher. Em 2007, venceu o seu único título mundial.

TEXTO: Duarte Lago (com DS)