Hollywood: Rock Hudson e Marilyn Monroe envolveram-se para atingir a fama

Os favores sexuais e os relacionamentos de conveniência em Hollywood não são de hoje, apesar dos novos escândalos que se vão conhecendo diariamente na imprensa internacional. Uma nova biografia revela agora um suposto romance entre dois dos maiores mitos da indústria norte-americana dos anos 50. E o reconhecimento de que esta era uma forma fácil de alcançar a fama.

Chama-se “Rock Hudson Erotic Fire” e é a mais recente biografia publicada sobre o ator, um dos ícones sexuais de Hollywood, um dos homens mais solicitados das décadas de 50 e 60. Assinada pelo historiador cinematográfico Darwin Porter, a biografia revela que Hudson e Marilyn tiveram uma aventura quando Monroe era uma estrela em ascensão.

Segundo o livro, foi a própria atriz que impediu que o “caso” se tornasse mais sério. Para justificar a sua decisão, Marilyn terá explicado a Hudson que não poderiam ser vistos como um casal porque ambos necessitariam de seduzir as pessoas certas para conseguir alcançar o estrelato na competitiva indústria norte-americana.

“Os dois teremos de mentir em alguns sofás”, terá dito a atriz, segundo o historiador Darwin Porter, referindo-se ao envolvimento inevitável que teriam de ter com alguns responsáveis de castings para conseguir papéis de relevo nas suas carreiras.

A história de Rock Hudson nesse particular já é conhecida: foram muitos os favores sexuais que o ator prestou, e descritos em anteriores biografias. É o caso, por exemplo, dos encontros com Edward Muhl, à época responsável pelos estúdios Universal. Muitos dos seus encontros ocorriam durante o dia e as secretários do executivo tinham pleno conhecimento dos encontros, recorda este sábado o jornal “El Pais”.

Nesta biografia agora publicada, o historiador aponta a Hudson outros casos com Judy Garland, Elizabeth Taylor, Robert Taylor, entre outros.

Rock Hudson, que morreu de Sida em 1985, contraiu a doença em 1980, tendo sido a primeira celebridade da indústria cinematográfica norte-americana a reconhecê-lo publicamente.

Oriundo da Carolina do Norte, Darwin Porter é um premiado historiador cinematográfico norte-americano que conheceu Hudson através de amigos comuns, entre eles o ator George Nader, a quem Hudson deixou a sua mansão.

O livro revela as relações mais ou menos fugazes do sex-symbol dos anos 50 e 60 e mostra a vida de um homem que ocultou a sua homossexualidade ao mundo até pouco antes da sua morte.

TEXTO: Nuno Azinheira