Mais uma polémica! Capacete de Melania Trump relembra opressão e causa polémica nas redes sociais

A primeira-dama dos Estados Unidos cumpriu esta sexta-feira a terceira etapa da visita a solo ao continente africano longe do marido Donald Trump, mas no Quénia o chapéu que utilizou durante um safári ao Parque Nacional de Nairobi não caiu bem aos olhares mais atentos e entendedores da história daquela região.

Isto porque o chapéu que colocou à cabeça, em forma de capacete, foi originalmente utilizado para diferenciar raças e é visto como um símbolo associado à opressão colonial. Ou seja, apenas os cidadãos de raça branca o poderiam utilizar para se protegerem do sol, enquanto os negros trabalhavam com a cabeça desprotegida.

Embora Melania Trump seja, provavelmente, desconhecedora deste facto histórico e não tenha pretendido ferir suscetibilidades, alguns dos críticos à indumentária que utilizou dizem não conseguir perceber como é que esse pormenor escapou ao consultor de imagem da primeira-dama norte-americana.

Esta não se trata da primeira vez que Melania é alvo de críticas por motivos semelhantes. Em junho, numa fase em que Trump foi duramente criticado devido às políticas de imigração impostas pela sua administração, a primeira-dama visitou um centro de detenção de filhos de imigrantes ilegais. No entanto, o casaco que utilizou, e no qual se podiam ler as palavras “I really don’t care. Do u?” (“Eu não quero saber, e tu?”, em português), gerou muita discórdia, não só nos Estados Unidos mas um pouco por todo o mundo.

Recorde aqui esse momento:

“Eu não quero saber, e tu?”. Melania Trump e o casaco polémico em visita a filhos de imigrantes

TEXTO: Duarte Lago