Marcelo recorda com saudade Madalena Iglésias, pioneira da Eurovisão

Fotografia: Pedro Correia/Global Imagens

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou esta terça-feira a morte da cantora Madalena Iglésias, recordando-a, com saudade, como pioneira do Festival da Eurovisão da Canção.

A cantora Madalena Iglésias, que venceu o Festival da Canção em 1966 e concorreu depois à Eurovisão com a música “Ele e Ela”, morreu esta terça-feira, aos 78 anos, numa clínica em Barcelona, Espanha.

“Neste ano em que nós temos em Portugal o Festival da Eurovisão, e que se segue à vitória de um português [Salvador Sobral] no último Festival da Eurovisão, é com saudade que recordamos aquelas e aqueles que foram os pioneiros”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declarações aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, o Presidente da República acrescentou: “Não só recordo com saudade, naturalmente, Madalena Iglésias, como já enviei aos seus familiares as minhas condolências”.

Numa nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado descreve a cantora como “ídolo de uma geração” e “estrela da rádio e da televisão”, referindo que “manteve ainda uma conhecida dupla cinematográfica com António Calvário”.

“Pela sua presença, pela sua voz, e pela capacidade que teve de representar as novidades ‘pop’ que influenciavam a ‘música ligeira’ de então, Madalena Iglésias é uma saudosa memória viva para quem a ouviu, à época como agora”, considera.

Marcelo Rebelo de Sousa recorda que a cantora “trocou o estrelato pela vida familiar” na década de 70 do século XX e viveu na Venezuela e em Barcelona, “mas manteve-se um mito português, ao ponto de um famoso espetáculo musical se ter intitulado ‘What Happened to Madalena Iglésias?'”.

Madalena Lucília Iglésias Doval nasceu em 24 de outubro de 1939 na freguesia de Santa Catarina, em Lisboa.

Madalena Iglésias iniciou a carreira no Centro de Preparação de Artistas, na antiga Emissora Nacional, e em 1966 venceu o Festival RTP da Canção com o tema “Ele e Ela”, de Marco Canelhas.

Na altura, já se tinha apresentado em 1959 na televisão espanhola e em 1960 foi eleita por votação popular, através de subscritos, Rainha da Rádio e da Televisão.

Em 1962, representou Portugal no Festival de Benidorm, que lhe abriu definitivamente as portas do mercado internacional. Realizou digressões por Espanha e pela América do Sul, gravou para a discográfica Belter e concorreu a diferentes festivais internacionais, como o de Palma de Maiorca e o de Aranda del Duero, que venceu, em 1964.

TEXTO: Lusa