Maria Vieira arrasa produção da RTP1: “Anormalidade, lixo e atentado à inteligência”

Maria Vieira não poupou nas considerações que teceu sobre uma das mais recentes séries da RTP1. Na sua conta de Facebook, a atriz criticou duramente “A Criação”, salientando a não adesão do público a um produto da estação estatal. Um “lixo” pago pelos portugueses, defende.

“Liguei a TV […] e eis que passo pela RTP1, onde estava a ser transmitida uma coisa de seu nome ‘A Criação’, algo com umas pessoas envergando disfarces muito mal-amanhados de animais, dizendo coisas sem nexo, barbaridades e ordinarices sem o mínimo de sentido!”, começa por escrever “Parrachita”, de 60 anos, acerca da série que o primeiro canal estatal emite desde setembro deste ano.

“[‘A Criação’ é] um autêntico atentado
à inteligência de seja lá quem for”

Maria Vieira

“A Criação”, apresentada pelo canal como “uma série de ideias e idiotas”, é da autoria de Pedro Bidarra e retrata o dia-a-dia de uma agência de publicidade, com atores envergando disfarces de animais como um urso, um leão e uma girafa. Uma autêntica fábula, portanto.

Cinco minutos bastaram, todavia, para Maria Vieira, enquanto espectadora, considerar este produto de ficção um “tamanho disparate”, “uma coisa sem pés nem cabeça”. “Fico aqui a tentar descortinar quem teria sido a pessoa que aprovou este… isto… enfim, esta coisa, e por que motivo a aprovou”, completou.

“Como é que eu e 99,9% dos portugueses temos
que pagar este lixo que não vemos só porque
alguém tem o poder de colocar este lixo no ar?”

Maria Vieira

“Esta anormalidade”, continua a atriz, “não seria aprovada nem pela televisão da Eritreia, quanto mais por uma televisão estatal de um país que faz parte da UE [União Europeia], que está falido e que não tem sequer dinheiro para tratar da saúde, da segurança, da educação ou da defesa dos seus próprios cidadãos!”

Críticas dirigidas à direção da RTP1, canal para o qual Maria Vieira trabalhou nos seus dois últimos projetos televisivos. Foi em 2016, nas séries “Nelo & Idália” (participação especial) e “Mulheres Assim”. Desde aí, não mais integrou o elenco de qualquer ficção portuguesa.

TEXTO: Dúlio Silva