Sílvia Rizzo e Manuel Marques: os emigrantes mais divertidos da Televisão

silvia rizzo e manuel marques

A “São” e o “Nando” chegaram de Paris e já se instalaram no coração dos portugueses desde a primeira temporada de “Festa é Festa”, a novela líder de audiências da TVI.

Os dois emigrantes mais divertidos da ficção nacional são um sucesso dentro da própria trama imaginada por Cristina Ferreira. Sílvia Rizzo celebra o sucesso. “No início não sabíamos muito bem o que ia acontecer e ficámos muito surpreendidos, mas o elenco, a equipa e a escrita casaram-se muitíssimo bem”, diz, à N-TV. “Vamos continuar, porque é o que acontece quando se tem sucesso e nós e o público ficámos muito felizes”.

A atriz resume o sucesso do papel e da novela. “É aquela meia hora em que as pessoas descontraem completamente. Muitas delas não estão nada bem com a vida – todos nós temos os nossos problemas -, e aquele bocadinho muda um pouco aquele mal-estar, o incómodo. Até eu já fiquei a ver e depois penso: ‘já acabou’?”

Para Sílvia Rizzo, “a comédia é uma coisa séria de se fazer”. “Comédia é uma coisa, brincar é outra e comédia requer uma energia muito especial. Sinto-me melhor quando puxo essa energia”. Para a segunda temporada, a atriz promete o melhor. “Agora é loucura e tudo vai acontecer. Depois de Paris é tudo em bom!”.

O “marido”, Manuel Marques, ainda se espanta com o que acontece na rua. “É ótimo receber o carinho das pessoas e perceber que as nossas personagens chegaram ao coração do público. Está a ser muito divertido”. Esta é a primeira novela do ator, mais conhecido pela participação em “sketches” ou séries. “O ritmo é diferente do que estou habituado. Só tinha feito uma última temporada de “Chiquititas”. Aqui é outra aprendizagem. É uma única personagem e não bonecos, como estou habituado a fazer, como, por exemplo, no Herman”.

A viagem de parte do elenco a Paris marcou o arranque da segunda temporada de “Festa é Festa”. “Foi bombástico. A viagem a França foi maravilhosa, divertimo-nos, mas trabalhámos muito e gostámos do resultado”, acrescenta Manuel Marques.

Quanto à já célebre mistura do português com o francês, o ator brinca e diz que sofre da “síndrome do emigrante”. “Até em casa já misturo um bocadinho! Ao início não foi fácil, sobretudo quando tínhamos um texto no qual a palavra em francês aparecia no meio da frase. Agora já sou capaz de a meter lá, no início era só no princípio ou no fim, para o texto sair realista”.

Os jovens atores Beatriz Costa e Valdemar Brito completam a família. “Os filhos são extraordinários e ficámos logo uma família. Mas foi difícil inicialmente, sobretudo para a Beatriz Costa, que tinha de falar um francês perfeito. O meu e o da Sílvia pode ser aportuguesado, mas a personagem da Beatriz nasceu lá e tinha de ser perfeito. O trabalho de atriz foi mais complexo”, remata Manuel Marques