Sofia Aparício abre o livro sobre o assédio aos 11 anos e o consumo de drogas

Sofia Aparício
Fotografia: Instagram Goucha/TVI

Sofia Aparício abriu o livro, esta terça-feira, 28 de junho, sobre o assédio que sofreu, nomeadamente quando tinha 11 anos, e o consumo de drogas.

A atriz, de 52 anos, começou por lembrar que sofria de assédio quando era mais nova, quando andava de metro, passava por uma obra ou à frente de uma garagem de automóveis.

“Eu, a partir dos 11 anos, comecei a ter medo de andar de metro porque era apalpada até ao infinito. Tinha 11 anos, era uma criança só que já tinha corpo de mulher […]. Não fazes ideia as situações que tive no metro em hora de ponta”, confessou, no programa “Goucha” (TVI).

Na altura, a artista não contava o que se passava em casa com receio que os familiares pensassem que a culpa era sua. “O assédio começa logo aí e a nossa sociedade incute-nos que a culpa é nossa. Tinha vergonha, não podia dizer nada em casa porque a culpa ia ser minha”, acrescentou.

“Depois fui crescendo e ganhando defesas e, quando isso me aconteceu, já em adulta, cheguei a agredir um homem e fui prejudicada, mas prefiro pagar esse preço do que o outro”, prosseguiu.

Sobre o consumo de drogas, Sofia Aparício admitiu que foi uma escolha sua. “Podia ter corrido mal, porque não sou heroína, mas foi por curiosidade. Foi no âmbito da vida, teria lá ido de qualquer maneira e também não foi assim grande coisa, mas lá está, assumi e tomou grandes dimensões”, assegurou a Manuel Luís Goucha.

A atriz adiantou que experimentou no âmbito social para se “divertir”, contudo, garantiu que nunca foi “toxicodependente”. “Consumi socialmente para me divertir, nunca fui toxicodependente. Nunca fiz nenhuma desintoxicação, nunca estive agarrada a nada. Sou antissocial e ajudava-me a ser social, mas eu aborreço-me. Quando as coisas começam a ser rotina já não quero”, rematou.

No final da entrevista, o apresentador teceu vários elogios à intérprete. “Na conversa com Sofia Aparício descobre-se a mulher que sempre vimos independente e pragmática, mas igualmente sensível e generosa”, disse.