Woody Allen volta a negar abusos à filha e afirma: “Eu devia ser a cara do movimento Me Too”

Woody Allen voltou a negar as acusações de abuso sexual de que é alvo por parte da filha e manifestou apoio ao movimento “#Me Too”. O realizador de cinema disse ainda que sempre realçou o papel das mulheres ao longo da carreira.

Apesar de ter sido acusado pela filha de a ter abusado sexualmente quando tinha sete anos, Woody Allen tem a consciência tranquila e não tem pudor em falar no escândalo em que se viu envolvido. O realizador mostrou-se solidário com as vítimas e disse mesmo que devia ser a cara do “Me Too”, movimento de apoio às mulheres vitimas de agressão, assédio e abuso.

“É engraçado, eu devia ser a cara dos cartazes do movimento ‘Me Too'”, afirmou em entrevista ao programa de televisão argentino “Jornalismo para Todos”, do Canal 13. A justificação dada por Woody Allen prende-se com a sua carreira, ao longo da qual diz sempre ter valorizado as mulheres.

“Durante cinquenta anos trabalhei em filmes com centenas de atrizes e nunca nenhuma sugeriu nenhum tipo de comportamento indecente.” O realizador, de 82 anos, garantiu ainda que deu emprego “a mais de 200 mulheres nas equipas que trabalhavam atrás das câmaras” e que, mesmo recuando 50 anos, sempre lhes foram pagos “exatamente os mesmos salários que aos homens”.

Ao falar da filha adotiva, Dylan Farrow, que o acusa de a ter abusado sexualmente aos sete anos de idade, Woody Allen diz que se sente magoado e voltou a negar as acusações que pairam sobre si há já vários anos.

“É terrível, sinto-me mal porque me acusam de algo terrível que me magoa e magoa a minha família, algo que foi julgado há 25 anos, investigado por duas fontes diferentes e que se provou ser completamente falso”, concluiu.

TEXTO: João Manuel Farinha