Apoiante de Bolsonaro, atriz Regina Duarte minimiza ditadura militar no Brasil

A atriz e secretária da Cultura do Brasil, Regina Duarte, desvalorizou a ditadura militar que causou milhares de mortes e utilizou a tortura no século passado.

Debaixo de fogo. Desde que chegou à secretaria da Cultura do Brasil, convidada pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, a atriz Regina Duarte nunca foi unânime, e agora, as palavras que utilizou em declarações à CNN estão a “incendiar” o país-irmão.

A propósito da ditadura militar, que causou milhares de mortes e ficou célebre por utilizar a tortura – entre 1964 e 1985 -, a intérprete, que se celebrizou na novela “Roque Santeiro”, defendeu: “Sempre houve tortura, não quero arrastar um cemitério. Mas a humanidade não pára de morrer, se você falar de vida, de um lado tem morte. Porquê olhar para trás?”.

A frase causou polémica porque os brasileiros a interpretam como uma “desvalorização” da ditadura militar. Mas Regina Duarte não se ficou por aqui. “Ficar cobrando coisas que aconteceram nos anos 60, 70, 80? Gente, vamos embora, vamos para a frente”, rematou a artista, antes de abandonar, intempestivamente, a entrevista, discordando do rumo que o assunto estava a tomar.