Cláudio Ramos emocionado com homenagem a Mónica Jardim

Fotografia: Instagram Cláudio Ramos

Cláudio Ramos não escondeu a emoção ao assistir à homenagem da TVI à apresentadora Mónica Jardim na gala da estação.

Mónica Jardim foi uma das apresentadoras da TVI alvo de homenagem na gala do 31.º aniversário do canal, no Casino Estoril, no passado domingo, e Cláudio Ramos admite que ficou “emocionado”.

“Hoje toda a gente me perguntava porque me emocionei na homenagem que se fez à Mónica Jardim na Gala de aniversário da TVI. Emocionei-me porque me revi. Não foi ‘só’ uma homenagem à Mónica, foi a todos os apresentadores e apresentadoras que trabalham por vocação e gosto numa carreira e num meio veloz que nem sempre é justo”, começou por referir no perfil de Instagram.

“É preciso dizer que nem todos os apresentadores neste País merecem tamanha homenagem, porque muitos não estão na profissão por amor a ela, mas por amor ao que ela pode trazer. Ainda assim somos muitos profissionais e as grandes oportunidades não chegam para todos. Somos um País pequeno”, acrescentou.

“A Mónica está há 20 anos na televisão e desde o primeiro dia que engrandece a profissão porque, tal como eu, ela acha que não há trabalhos menores na apresentação. Há projetos e todos devem ser feitos com dedicação porque o foco é o público, e ela tem demonstrado isso neste caminho bonito”, notou o apresentador.

“Seguramente gostaria de ter mais oportunidades, outros desafios, grandes formatos e já deve ter, na vida profissional, vivido situações que considerou injustas. Quando digo que me revi nela, foi porque a mim aconteceu tudo isso e mais um pouco. Eu esperei mais de vinte anos para ter o programa de televisão que era o meu desejo e objetivo profissional e hoje sinto-me, nesse campo, absolutamente realizado, o que seguramente alimenta a esperança a quem acredita que um dia as coisas chegam, não nos podemos é travar na dedicação, no foco e nunca achar que ‘já perdemos a viagem’”.

“Nunca se sabe quando numa esquina qualquer o rumo da história muda. Olhem para mim!”

O que a organização da Gala fez à Mónica foi valorizar o seu trabalho, foi enaltecer os seus vinte anos de dedicação. Que bonito que foi. E emocionei-me, porque na Mónica estava a personificação dos muitos e muitas que lutam por isto com dignidade e não por vaidade”.

“Muitos dizem que estou um ‘vidrinho’, não sei se estou. Sou justo. Tento ser sempre. Também me emocionei com o Manel, mas foi por outras razões e ao Manel o País inteiro reconhece o mérito”, rematou Cláudio Ramos.