O cantor norte-americano regressou aos palcos depois de um mês a recuperar de um acidente. Numa cadeira de rodas, Marilyn Manson disparou uma arma falsa, apontada para o público, horas depois de um homem ter matado 26 pessoas numa pequena localidade no Texas.

A encenação aconteceu este domingo à noite no Knotfest Meets Ozzfest, nos EUA, e, como quase tudo o que envolve Manson, gerou polémica. O artista, que regressou neste dia aos palcos depois de um afastamento de um mês, usou uma arma falsa, agarrada ao microfone, que fingiu disparar em direção ao público enquanto cantava “We Know Where You Fucking Live”.

O “timing” escolhido – horas depois de um homem ter matado 26 pessoas numa pequena localidade do Texas – tem sido apontado como errado por alguns dos seus fãs. Já Manson defende-se afirmando que “numa época em que os tiroteios em massa têm ocorrido quase diariamente, esse ato serviu para mostrar como as armas são fáceis de adquirir e como tudo isso parece normal”.

“A minha apresentação não era para ser desrespeitosa para com alguém nem era para mostrar qualquer insensibilidade. O microfone com a arma foi-me entregue com a autorização de um polícia”.
Marilyn Manson

Manson, nome artístico de Brian Hugh Warner, refere ainda que a sua “arte sempre foi uma reação à cultura popular” e a sua forma “de fazer as pessoas refletirem sobre as coisas terríveis que acontecem nesse mundo”. “Estou com as pessoas que foram afetadas pela irresponsável má utilização de armas reais”.

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Este foi o primeiro espetáculo do músico, que no início de outubro cancelou nove concertos da sua digressão quando, numa atuação em Nova Iorque, um dos adereços de palco tombou em cima de si. Veja aqui esse momento.

TEXTO: Ana Filipe Silveira