Ministros ensaiam os dias seguintes à morte da rainha Isabel II. Reunião feita numa escala “sem precedentes”

Ministros do governo britânico reuniram-se, pela primeira vez, na passada quinta-feira, para ensaiar o plano de reação à morte da rainha Isabel II de Inglaterra. Este comportamento não terá sido motivado pelo estado de saúde frágil da monarca, que, no mesmo dia, cancelou a participação num ato oficial.

A preparação do plano de reação à morte de Sua Majestade, que recebeu o nome de código “London Bridge” – ”Ponte de Londres”, em português -, contou com a participação de vários ministros do Reino Unido e decorreu na avenida Whitehall, tida como a sede do governo britânico. A reunião foi presidida por David Lidington, adjunto da primeira-ministra, Theresa May.

O jornal “The Sunday Times”, que adiantou, este domingo, com a notícia, acrescenta que esta ação protocolar foi feita numa escala “sem precedentes” e que no epicentro da discussão, onde também marcaram presença elementos das autoridades britânicas, esteve o dia seguinte à morte da rainha Isabel II, o chamado “D+1”, e a comunicação da notícia ao país por parte da primeira-ministra – o Reino Unido terá dez dias de luto nacional aquando da morte da monarca.

“Esta é a primeira vez que diferentes ministros se juntam numa sala. Anteriormente, eram apenas funcionários”, salienta uma fonte à referida publicação. O jornal faz ainda questão de sublinhar que esta reunião não se deveu a “preocupações específicas sobre o estado de saúde da rainha”, mas, e cita uma fonte, ao “processo de envelhecimento” da monarca, atualmente com 92 anos.

A reunião aconteceu exatamente no mesmo dia em que o palácio de Buckingham comunicou que a rainha tinha cancelado a sua participação nas celebrações do 200.º aniversário da Ordem de São Miguel e São Jorge, na Catedral de São Paulo. “A rainha não se sente bem e decidiu não comparecer” a este compromisso, anunciou a residência oficial de Sua Majestade em comunicado.

TEXTO: Dúlio Silva