“Algumas ditas feministas são as primeiras a atirar-lhe pedras”. Deputada do PS defende Cristina Ferreira

A deputada do Partido Socialista Isabel Moreira utilizou as redes sociais para elogiar o percurso de Cristina Ferreira, expressando a admiração que sente pela apresentadora da TVI e pelo “caminho que tem feito”.

É com uma crítica às “ditas feministas” que não reconhecem o sucesso à apresentadora das manhãs da TVI que Isabel Moreira tece rasgados elogios a Cristina Ferreira, admitindo que gostou dela “à primeira”, “pela autenticidade” e “pela simpatia contagiante”.

E continua. “Tenho muita admiração pelo percurso dela. Muita. Hoje é uma mulher forte e influente. Algumas ditas feministas são as primeiras a atirar-lhe pedras. Vigiam cada palavrinha da Cristina Ferreira para dar-lhe socos azedos e vitoriosos. Não lhe perdoam uma frase que saia do feminismo militante, tentando fazer demonstrar que Cristina ‘não ajuda à causa'”, afirma.

“A Cristina Ferreira é mulher. E, infelizmente, há muitas mulheres que não lhe perdoam o sucesso”.
Isabel Moreira

A deputada da Assembleia da República pelo PS, que pertence à subcomissão de Igualdade, elogiou ainda o trabalho de Cristina Ferreira feito no âmbito da revista homónima, onde, não raras vezes, rompeu estigmas ao publicar capas polémicas e com temas tabu. “Em vez de socos azedos e nada vitoriosos, talvez fosse melhor realçar as coisas boas que a Cristina Ferreira tem feito. Belas entrevistas, ótimos textos à sua responsabilidade e momentos chave, como as capas da sua revista que deram visibilidade ao amor lésbico e gay”, escreveu para, a seguir, concluir com aquele que pensa ser o motivo para as críticas: “Mas a Cristina Ferreira é mulher. E, infelizmente, há muitas mulheres que não lhe perdoam o sucesso”.

Recorde-se que esta não é a primeira vez que a deputada utiliza as redes sociais para expressar a sua opinião sobre temas polémicos da sociedade portuguesa, onde recentemente defendeu a sua posição quanto ao caso de violência doméstica que opôs Manuel Maria Carrilho e Bárbara Guimarães, condenando o antigo ministro da Cultura.

TEXTO: Mafalda Carraxis