Parabéns, Simone! 80 anos de uma vida cheia de tudo

Morena, ruiva, loura, Simone já foi de tudo. Cantora, apresentadora, atriz. É difícil não reconhecer as suas gargalhadas, a sua força, a sua fúria. A “única diva tocável portuguesa” completa este domingo 80 anos.

A definição é de José Carlos Malato, amigo e confesso admirador de Simone de Oliveira. Não é o único. Simone, nascida em Lisboa a 11 de fevereiro de 1938, é uma mulher transversal, capaz de fazer recordar os mais velhos e impor respeito entre os mais novos. Uma referência, um símbolo da luta, da capacidade de vencer, e de contrariar as contrariedades com um sorriso.

A mulher da “Desfolhada” (1969) foi sempre assim: politicamente incorreta, à frente do seu tempo, sem papas na língua, capaz de dizer tudo a toda a gente.

Uma vida cheia de canções (“Chamo-me Simome e canto cantigas” é uma das suas frases de eleição), e dedicada à interpretação. No cinema, mas sobretudo na televisão, onde participou em séries (“Gente Fina é Outra Coisa”, “Liberdade 21”, ou “Conde de Abranhos”, por exemplo), novelas (“Vila Faia”, “Louco Amor”, “O Mundo ao Contrário”) ou em programas da sua própria autoria (“Piano Bar”, por exemplo).

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TEXTO: Nuno Azinheira