“Insatiable”. Mais de 100 mil pessoas pedem cancelamento de série da Netflix que ainda não se estreou

Chama-se “Insatiable” e só tem estreia marcada para agosto. Contudo, mais de 100 mil pessoas assinaram uma petição para que tal não aconteça. A série conta a história de uma rapariga que sofre de bullying por ter excesso de peso e que, depois de emagrecer, se decide vingar de quem lhe fez mal no passado.

A Netflix ainda só revelou trailer da série mas já obteve um péssimo retorno por parte do público. “Insatiable” está a ser criticada por promover a vergonha das mulheres em relação ao seu corpo e já levou mais de 100 mil pessoas a assinar uma petição para que seja cancelada.

O papel de protagonista foi entregue a Debby Ryan, que se destacou na série “Jessie”, do Disney Channel. A atriz dá vida a Patty, uma rapariga que sofre de bullying por ter excesso de peso e que decide emagrecer para se poder vingar de quem gozou com ela.

Mais de 100 mil pessoas não concordam com o exemplo que a série vem dar às mulheres que têm vergonha da sua própria imagem e aos jovens em geral.

A responsável pela petição escreveu um texto em que justifica o cancelamento da série e reforça a ideia de que ainda é possível evitar que “Insatiable” vá para o ar: “O lançamento está marcado para 10 de agosto. Ainda temos tempo de o evitar, assim como à devastação de insegurança nas mentes das raparigas, que vão pensar que para se ser feliz e digno é preciso perder peso.”

A criadora da série, Lauren Gussis, explicou que a série é inspirada em si e pediu aos telespetadores para darem uma hipótese a “Insatiable”. “Aos 13 anos, eu tinha pensamentos suicidas. Os meus melhores amigos deixaram-me e eu queria vingança”, escreveu no Twitter, em jeito de reação às críticas. “Estou a tentar partilhar a minha dor e vulnerabilidade através do humor. (…) A história é uma advertência sobre como pode ser prejudicial acreditar que o exterior é mais importante. Deem uma oportunidade à série.”

Debby Ryan também saiu em defesa da trama que protagoniza e deu ênfase ao lado satírico da história. “Tenho de me rir da minha própria dor, caso contrário vou dissolver-me em lágrimas e não vou conseguir ultrapassar o problema”, escreveu no seu perfil da rede social Instagram, tendo ainda pedido aos fãs que vejam a série antes de fazerem “julgamentos precipitados”.

https://www.instagram.com/p/BlgTxmRDPE2/?taken-by=debbyryan

TEXTO: João Manuel Farinha

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